Publicado: 21 de agosto de 2017, 09:27

Opinião: Inclusão Digital ou Inclusão Social

Por Jussier Freire Moreno*

Inclusão Digital é a democratização do acesso às Tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

Para acontecer, precisa de três instrumentos básicos que são: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas, pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet que iremos considerá-lo um incluído digitalmente. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas. A inclusão digital insere-se no movimento maior de inclusão social, um dos grandes objetivos compartilhados por diversos governos ao redor do mundo nas últimas décadas.

Desde que entrou em prática, no final de novembro de 2005, o projeto de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos – Projeto Cidadão Conectado registrou mais de 19 mil máquinas financiadas até meados de janeiro.

No Brasil, existem atualmente 3.200 pontos de presença instalados em mais de 2.500 municípios, permitindo que cerca de 28 mil computadores estejam em rede e conectados à Internet. O Programa tem o objetivo de promover a inclusão digital como alavanca para o desenvolvimento auto-sustentável e promoção da cidadania, principalmente de pessoas que não teriam condições de acesso aos serviços de informação. Esse Programa permite o acesso à internet em alta velocidade (via satélite) funcionando em escolas, unidades militares e telecentros.

O erro de interpretação é comum, porque muita gente acha que incluir digitalmente é colocar computadores na frente das pessoas e apenas ensiná–las a usar Windows e pacotes de escritório. A analogia errônea tende a irritar os especialistas e ajuda a propagar cenários surreais da chamada inclusão digital, como é o caso de comunidades ou escolas que recebem computadores novinhos em folha, mas que nunca são utilizados porque não há telefone para conectar à internet ou porque faltam professores qualificados para repassar o conhecimento necessário.

A instalação de computadores nas escolas, é uma das alternativas que se mostraram mundialmente eficientes nos países em desenvolvimento – desde que seja levada a sério, com instrutores, equipamentos funcionando e diretrizes claras. São essas as grandes dificuldades. Em geral, o pessoal envia os computadores, discursa, sai no jornal e pronto. Cada um que se vire. Com diretrizes sérias, o aluno não apenas aprende o que tem que aprender na sala de aula, mas também sai da escola com um ofício.

A longo prazo, é notória à inclusão social que ações assim podem gerar a desmarginalização de determinados segmentos sociais (em geral pobres com baixa escolaridade, negros e mulheres) em relação aos benefícios gerados pelo desenvolvimento. Está associado à participação e inclusão desses segmentos sociais nos mecanismos institucionais, políticos e culturais e a superação das restrições à mobilidade social efetiva ou potencial, devido a fatores como posição do indivíduo no mercado de trabalho, escolaridade, cor, sexo e origem socioeconômica. E, sobretudo, ao exercício do direito à cidadania e uma ampla participação política.

Mudança na Educação

– Uso da tecnologia como ferramenta pedagógica
– Capacitação dos gestores e educadores
– Aprofundamento em pesquisas
– Melhora nos diagnósticos
– Melhor qualidade no ensino público
– Troca de informações e conhecimentos
– Ampliação da Inclusão Digital

Mudanças na comunidade

– Universalização do acesso à informação
– Implementação da Inclusão Digital
– Estímulo aos estudos
– Implementação de cursos técnicos
– A curiosidade como maior fonte de saber

Conseqüentemente permitiriam um uso mais produtivo da informação e do conhecimento hoje disponíveis à sociedade. Esta aproximação contribuiria ainda, para que as pessoas desenvolvessem sua capacidade de aprender a aprender auxiliando-as, finalmente, a serem incluídas socialmente.

*Coordenador de Relacionamento (Corel) da Emgetis

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