Publicado: 15 de maio de 2017, 17:15

Consultores americanos estão em Sergipe avaliando projetos na área de TI

Sergipe está recebendo desde a última segunda-feira, 14, a visita dos consultores Judith Hellerstein e Peter T. Knight, da Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA). Eles estão em Aracaju para avaliar três projetos sugeridos pela Empresa Sergipana de Tecnologia da Informação (Emgetis). A programação conta com dois dias para que a Emgetis mostre os projetos, esclareça possíveis dúvidas e aponte algumas das necessidades do Estado de Sergipe na área de TI.

De acordo com o diretor presidente da Emgetis, Ezio Prata Faro, a visita é resultado de uma missão internacional – Reverse Trade Mission – que ocorreu há cerca de dois anos nos Estados Unidos, com a presença da Emgetis e sem custos para o Estado. “A USTDA nos enviou esses consultores para que os mesmos avaliem a possibilidade de viabilizar alguns projetos relevantes para o Estado na área de TI, que, se concretizados, terão resultados em áreas como Saúde e Educação”, pontuou.

Na segunda, 14, os consultores estiveram na sede da Emgetis, conhecendo detalhadamente as instalações da empresa. Em seguida, visitaram a Secretaria de Estado da Casa Civil, onde foram recebidos pelo secretário José Sobral, que apontou as boas condições do Estado para abrigar novos projetos. “Temos uma localização privilegiada, uma boa mão de obra e seria ótimo ter uma solução tecnológica compatível com as nossas necessidades”, disse.

Nesta terça-feira, 15, estão previstas visitas às áreas de TI da Secretaria de Estado da Fazenda e do Banco do Estado de Sergipe.

Para o consultor Peter T. Knight, a expectativa é que sejam aprovados os três projetos da Emgetis: Data Center – Sala Cofre; Gestão da Continuidade de Negócios e Rede Digital de Comunicação de Dados do Estado de Sergipe. “Faremos um estudo de viabilidade completa ou de assistência técnica para um possível financiamento da USTDA. Esperamos concluir a nossa avaliação em meados de agosto. Se aprovados, nos três primeiros meses de 2015 a USTDA já deverá celebrar o convênio com a Emgetis”, explicou.
Projetos

Um dos projetos que estão sendo avaliados pelos consultores é o Data Center – Sala Cofre. Trata-se de um ambiente projetado para abrigar servidores e outros componentes, como sistemas de armazenamento de dados e ativos de rede. O objetivo principal de um Data Center é garantir a disponibilidade de equipamentos que rodam sistemas cruciais para o negócio de uma organização. No caso da Emgetis, o Data Center deverá ter capacidade para atender satisfatoriamente a todas as Secretarias/Órgãos da administração estadual.

Já o Projeto Gestão da Continuidade de Negócios, é uma solução para minimizar o risco operacional de uma organização, permitindo visualizar e quantificar os impactos, de modo que esta possa priorizar suas ações e consiga rapidamente controlar a situação. A finalidade é preparar a organização para imprevistos ou eventos que possam causar-lhe danos, sejam estes relacionados a pessoas, patrimônio, imagem ou receitas.

Finalmente, o projeto Rede Digital de Comunicação de Dados do Estado de Sergipe refere-se à cobertura de internet banda larga para atender a todos os municípios localizados em Sergipe, com prioridade para as áreas de Educação, Saúde e Segurança.

USTDA

A USTDA disponibiliza recursos para assistência técnica de planejamento de projetos de infraestrutura em diversos países, a exemplo do Brasil, fazendo estudos de viabilidade. Estes estudos avaliam aspectos técnicos, financeiros, ambientais, legais e críticos dos projetos de desenvolvimento de infraestrutura que sejam de interesse para potenciais financiadores e investidores.

Os recursos da USTDA são a fundo perdido, não são empréstimos. Os donatários não têm de reembolsar a USTDA. A cada ano, a USTDA financia a fundo perdido aproximadamente 125 atividades, com um montante médio que chega a US$400 mil por atividade, ou seja, US$ 50 milhões por ano.

A USTDA está ativa em todas as regiões do mundo. A agência tem a sua sede na área de Washington D.C., em Arlington, Virgínia. Além disso, tem
representantes na África do Sul e Tailândia para promover o programa da agência pela África e Ásia.

Se a USTDA aprovar o financiamento a fundo perdido, esta assina um Acordo de Entendimentos com o patrocinador de projeto, este assina então um contrato com a empresa norte-americana que tiver selecionado, geralmente com base em um plano competitivo, para realizar a atividade financiada pela USTDA. Tanto o Acordo de Entendimentos como o contrato contêm os termos de referência que traçam os parâmetros da atividade.

O patrocinador é responsável pela gestão da atividade financiada pela USTDA, incluindo a revisão das faturas e a disponibilização de alguma assistência administrativa limitada.

Por Andreza Azevedo
Fotos: Ascom/Emgetis

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